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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Como ensinar

Barrinhas

 

Você sabe quando usar planos, atividades, sequências ou projetos?

Para preservar o sentido do conteúdo, evitar sua fragmentação e distribuir os temas em função do tempo de aprendizagem, o trabalho na pré-escola pode ser organizado de acordo com as chamadas modalidades organizativas. NOVA ESCOLA utiliza essa abordagem. Abaixo, você confere um resumo sobre cada uma das modalidades:

- Plano de aula Forma de organizar o dia de aula com foco numa atividade específica (leitura exploratória de um texto, resolução de um tipo de problema matemático etc.). Como dura apenas um dia, costuma ser usado para apresentar um conteúdo ou explorar um detalhe dele.

Atenção Não se esqueça de incluir uma atividade diagnóstica inicial (para verificar os alunos sabem sobre o assunto) e uma avaliação final (para indicar o que aprenderam).

- Atividade permanente Também chamada de atividade habitual, é realizada regularmente (todo dia, uma vez por semana ou a cada 15 dias). Ela serve para construir hábitos e familiarizar os alunos com determinados conteúdos. Por exemplo: a leitura diária em voz alta faz com que os estudantes aprendam mais sobre a linguagem e desenvolvam comportamentos leitores.

Atenção Ao planejar esse tipo de tarefa, é essencial saber o que se quer alcançar, que materiais usar e quanto tempo tudo vai durar. Vale sempre contar para as crianças que a atividade em questão será recorrente.

- Sequência didática Conjunto de propostas com ordem crescente de complexidade. O objetivo é focar conteúdos particulares (por exemplo, a regularidade ortográfica) numa ordenação com começo, meio e fim. Em sua organização, é preciso prever esse tempo e como distribuir as sequências em meio às atividades permanentes e aos projetos.

Atenção É comum confundir essa modalidade com o trabalho do dia a dia. A questão é: há continuidade? Se a resposta for não, você está usando uma coleção de atividades com a cara de sequência.

- Projeto didático Reunião de atividades que se articulam para a elaboração de um produto final forte, em que podem ser observados os processos de aprendizagem e os conteúdos aprendidos pelas crianças. Costuma partir de um desafio ou situação-problema. Trabalhados com uma frequência diária ou semanal, podem estender-se por períodos relativamente prolongados (um ou dois meses, por exemplo), tornando as crianças especialistas em um determinado tema.

Atenção O erro mais comum é um certo descaso pelo processo de aprendizagem, com um excessivo cuidado em relação à chamada culminância (a elaboração do produto final).






Barrinhas

Leitura para a classe feita pelo professor






Na alfabetização inicial


O que é: A turma forma uma roda, e o professor lê em voz alta textos literários, jornalísticos, regras de jogos etc. Os gêneros devem variar para que o repertório se amplie. Além de contos de fadas, valem notícias que tratem de algum assunto de interesse de crianças. Também é imprescindível garantir a qualidade do material à disposição da meninada. 

Quando propor: Diariamente. 

O que a criança aprende: Os usos e as funções da escrita, as características que distinguem os gêneros e as diferenças entre o oral e o escrito. Ela se familiariza com a linguagem e os elementos dos livros (que contam histórias), dos jornais (que trazem notícias) e dos textos instrucionais (que incluem regras de jogos ou receitas culinárias). 


Na continuidade


O que é: Leitura de livros literários mais longos (podem ser selecionados capítulos inteiros, por exemplo) e textos informativos mais complexos. O objetivo é que a turma construa uma compreensão coletiva de cada obra. 

Quando propor: Diariamente. 

O que a criança aprende: Características de textos mais difíceis e de diferentes gêneros.







A cigarra e a formiga (A formiga boa)

Houve uma jovem cigarra que tinha o costume de chiar ao pé do formigueiro. Só parava quando cansadinha; e seu divertimento era observar as formigas na eterna faina de abastecer as tulhas.
Mas o bom tempo afinal passou e vieram as chuvas, Os animais todos, arrepiados, passavam o dia cochilando nas tocas.
A pobre cigarra, sem abrigo em seu galhinho seco e metida em grandes apuros, deliberou socorrer-se de alguém.
Manquitolando, com uma asa a arrastar, lá se dirigiu para o formigueiro. Bateu – tique, tique, tique...
Aparece uma formiga friorenta, embrulhada num xalinho de paina.
- Que quer? – perguntou, examinando a triste mendiga suja de lama e a tossir.
- Venho em busca de agasalho. O mau tempo não cessa e eu...
A formiga olhou-a de alto a baixo.
- E que fez durante o bom tempo que não construí a sua casa?
A pobre cigarra, toda tremendo, respondeu depois dum acesso de tosse. 
- Eu cantava, bem sabe...
- Ah!... exclamou a formiga recordando-se. Era você então que cantava nessa árvore enquanto nós labutávamos para encher as tulhas?
- Isso mesmo, era eu...
Pois entre, amiguinha! Nunca poderemos esquecer as boas horas que sua cantoria nos proporcionou. Aquele chiado nos distraía e aliviava o trabalho. Dizíamos sempre: que felicidade ter como vizinha tão gentil cantora! Entre, amiga, que aqui terá cama e mesa durante todo o mau tempo.
A cigarra entrou, sarou da tosse e voltou a ser a alegre cantora dos dias de sol.

Do livro Fábulas, Monteiro Lobato, 1994.


terça-feira, 24 de julho de 2012

Minhas Reflexões (Educação)



1- Como percebe os alunos:
 O aluno é visto como um ser humano que necessita que a escola o ajude a adquirir habilidades e competências  necessárias para que possa ter acesso ao conhecimento  de todas as disciplinas do currículo. Para tanto é de suma importância que ocorra numa reciprocidade entre professor x aluno  para que motive na criança o desejo  de querer aprender coisas novas ou de uma outra maneira. Infelizmente muitas crianças ainda não despertaram o desejo de aprender mais um pouco, desligando-se da sintonia que os conecta ao conhecimento. Neste caso a escola precisa aproximar-se mais desse aluno para descobrir o porquê da falta de interesse, o que estar acontecendo que não sente prazer e conhecer mais, quais são os seus anseios...
Evidente,  que sozinha você não vai conseguir traçar um perfil do aluno em análise,  sem conhecer a realidade emocional,  social e familiar a qual a criança pertence  e sobretudo as condições de vida dessa família. O que quero  deixar claro  e que a escola sobre hipótese nenhuma pode deixar que o aluno não tenha acesso ao conhecimento, ao contrário precisa garantir ou impetrar meios para que todos os alunos aprendem, mesmo aqueles que dizem que não desejam aprender.
               No que concerne as relações de poderes no âmbito da escola pública seria humanamente impossível a realização de qualquer trabalho dentro da escola sem o cumprimento das regras pertinentes  a hierarquia escolar, ao convívio e ao respeito coletivo e sobretudo ao respeito e a liberdade  do outro ou seja, em qualquer lugar que estejamos temos que assumir que tenho meus direitos e deveres, essa máxima é aplicada a todos os indivíduos indiscriminadamente. O problema não é as regras, mas o  
2- Qual o grau de poder que você vem exercitando sobre os professores;
O respeito não é adquirido de um dia para a noite é construído gradativamente, conforme sua postura profissional, seus hábitos, e a visão que se tem dos acontecimentos que ocorrem na escola envolvendo professores, alunos, pais, diretor.  Acredito que o “poder” que desempenho sobre os professores decorre do trabalho realizado como professora, como vice-diretora- na antiga lei, gestora da escola (período de 2004 a 2008) e coordenadora de ensino em dois mandatos e sobretudo de minhas postura profissional ao longo dos anos que na escola. Na verdade não acredito que tenho um suposto poder, o que tenho é uma postura profissional satisfatória e respeitosa com os meus colegas de trabalho.
Durante os anos que estou na escola, sempre demonstrei preocupação com a qualidade da aprendizagem dos alunos, das dificuldades  encontradas  pelos professores referentes aos conteúdos a serem trabalhados com os alunos,  como a escola pode melhorar  e comunicação entre os pais x e a escola etc. Esse poder atribuído aos professores, coordenadores, gestores, alunos e pais entre si ao meu ver é insignificante, pois o que devemos ter e  muita responsabilidade e ética em nosso trabalho independente da função ou cargo que estamos ocupando. Isso vale para todos os níveis de ensino, na escola somos coordenadores, no curso de pós-graduação somos alunos. Cabe a cada um de nós coordenadores, analisarmos se as relações de poder,  que supostamente exercemos na escola como coordenadores, se são as mesmas que sentimos  como alunos do Curso de Pós-graduação.
3- Sugestões para a superação da desigualdade de poder entre colegas e alunos para fins de concretização de um trabalho coletivo e solidário.
As relações de poder no seio escolar é uma ilusão de quem acha que a mudança de função lhe propiciou um poder. Não temos poder nenhum o que temos são concepções ou posturas que agradam ou não as demais pessoas que nos circundam, mais importante não é o poder, mas o respeito  que geralmente é construído gradativamente.
Sugestões
1-       Afirmar apenas o que está sobre nossa governabilidade;
2-       Usar sempre  o mesmo peso e a mesma medida  para assuntos afins para todos os comandados;
3-       Evitar fazer julgamentos baseados em conversas de corredores;
4-       Ao fazer reuniões evitem tratar de assuntos que não são da alçada dos demais funcionários;
5-       Problemas referentes a uma segmento ou pessoa  deve ser realizada em caráter particular e
6-       Não chame atenção de ninguém em corredores ou diante de pessoas que não tem haver com o assunto.


 

 


quarta-feira, 18 de julho de 2012

DE OLHO NA GEOGRAFIA


A importância da geografia


A consciência dessa geografia produzida, individual e genericamente, provoca alterações na prática social cotidiana. O distanciamento das ações cotidianas […] para refletir sobre as coisas manipuladas cotidianamente, é uma pratica cotidiana necessária quando se quer elevar as ações ao nível do humano genérico, quando se quer dar um sentido social a essas ações. (CAVALCANTI, 1998, p. 123).

Para que cada sujeito possa entender o que acontece na vida cotidiana, é fundamental que ele consiga abstrair daquilo que é o dia a dia de sua vida, das questões que acontecem no lugar em que ele vive. E, desta forma refletir se distanciando das ações corriqueiras para perceber que os acontecimentos não são simplesmente do acaso, mas que o mundo é construído socialmente, cada um realizando a sua parte – fazendo algo ou não fazendo nada. Só assim é possível compreender as coisas historicamente situadas e construídas no cotidiano da vida. De outra forma, aparecem como mágicas ou naturais tanto as coisas negativas como as positivas. A abstração permite refletir sobre o cotidiano e, com a oportunidade de ver de longe, de forma distanciada, as coisas que acontecem assumem novas feições. Quer dizer, apresentam-se em sua complexidade. As pessoas vão construindo seus espaços enquanto constroem suas vidas, suas histórias, e isso precisa ser compreendido. Neste sentido, a geografia pode contribuir para facilitar a compreensão do mundo em que o aluno vive, pois:

É uma prática social que ocorre na história cotidiana dos homens. Há uma geografia das coisas e da vida cotidianas. Essa geografia pode ser pensada ou conhecida no plano cotidiano e no do não-cotidiano, sendo que cada tipo de conhecimentos tem suas características próprias. (CAVALCANTI, 1998, p. 122).
É, portanto, um grande desafio ter as ferramentas intelectuais para se apropriar e teorizar a partir das rotinas do dia a dia. À escola, como instituição de educação formal, cabe ter o aparato metodológico para exercitar o olhar, a observação, a constatação, enfim, do que acontece no cotidiano e, assim, colocar tudo isso num contexto mais amplo que permita a superação da dimensão individual e a construção do entendimento social, colocando as questões no plano da humanidade. A citação a seguir pode explicitar mais ainda este entendimento.

Busca-se, assim, transformar os limites das experiências espaciais cotidianas e individuais em potencialidades para
o desenvolvimento do pensamento abstrato, conceitual, crítico, indispensável para desmontar, por exemplo, uma falsa
representação da realidade, ou representações superficiais ingênuas. (CAVALCANTI, 2008, p. 144).

Lugar é onde vivemos, moramos, trabalhamos, enfim, onde acontece nossa vida. Ler o mundo da vida, ler o espaço e compreender  que as paisagens que podemos ver são o resultado da vida em sociedade,
dos homens na busca pela sobrevivência e pela satisfação de suas necessidades, significa “estudar o lugar para compreender o mundo” (CALLAI, 2002).
O que acontece num determinado lugar não é resultado apenas de decisões internas, portanto associadas ao voluntarismo dos atores locais. Da mesma forma, não é apenas por decisões externas que
vêm de cima para baixo, submetendo a todos, sem a possibilidade de contestação ou de interferência desses mesmos atores locais, sujeitos que ali vivem.
A pesquisa como procedimento para conhecer o lugar pode ser uma forma de trabalhar com o mundo da vida. Para tanto, podem se levantar as seguintes questões: Como ler a realidade? O que e
como ler? Como conhecer o que está no lugar? Como entender as paisagens que ali se configuram? Como observar e reconhecer nossas histórias no espaço? Como reconhecer nos lugares os resultados
materializados de nossas vivências?
Portanto, trabalhar com uma dimensão escalar torna-se uma exigência, capaz de superar a interpretação localista e fechada que impede o encontro de explicações para o que vai acontecendo.  E a
escala social de análise precisa estar clara e referenciar todo e qualquer estudo, pois além do global/mundial e do local, temos também níveis intermediários que são o regional e o nacional. E o universal está presente em todos esses recortes, que são espaciais, mas também políticos, administrativos, culturais e sociais. Cada lugar está inserido numa rede que comporta essa escala de análise e, por isso, a articulação dos fatos, fenômenos e forças reais e/ou virtuais tem de ser reconhecida e considerada em seu contexto.
Talvez seja importante deixar claro o que se entende por escala social de análise.
Refletir sobre escola, cotidiano e lugar nos reporta a pensar no mundo da vida e na criança inserida nele e a escola passa a dar as ferramentas para que ela o interprete. Ler o mundo da vida, ler o espaço e compreender que as paisagens que podemos ver são resultado da vida em sociedade, dos homens na busca pela sobrevivência e pela satisfação de suas necessidades, poderia ser o ponto de partida para se definir a presença da geografia nos anos iniciais do ensino fundamental.
Neste sentido, cotidiano e lugar passam a ser conceitos importantes na aprendizagem escolar. E a referência teórica (da geografia) considera o espaço socialmente construído pelo trabalho e pelas formas de vida dos homens. Avançando, é importante a ideia que considera que a aprendizagem é social e acontece na interlocução dos sujeitos, estejam eles presentes fisicamente, ocupando um espaço próximo, estejam distantes, com contatos virtuais.                   
É preciso conhecer este lugar e, para isso, há que se considerar que cada sujeito vai trabalhar com seu cotidiano; ali ele “conhece tudo”, sabe o que existe e o que falta, como são as pessoas, como estão organizadas as atividades, como é o lugar, enfim. Este é um saber do senso comum, aquele que faz parte da rotina diária de vivência (sabe-se de ver, de ouvir, de contar etc.). Exatamente neste ponto reside o aspecto fundamental deste tipo de trabalho – como trabalhar o lugar, sem considerá-lo o “único”, sem pensar que as explicações estão todas ali e sem cair no risco de isolá-lo no espaço e no tempo.
          


Pelas ondas do saber



Conhecer, agir e transformar o ambiente.
Marsílvio Gonçalves Pereira*

Há um descuido e um descaso na salvaguarda de nossa casa comum, o planeta terra. Solos são envenenados, ares são contaminados, águas são poluídas, florestas são dizimadas, espécies de seres vivos são exterminadas; um manto de injustiça e de violência pesa sobre dois terços da humanidade. Um princípio de autodestruição está em ação, capaz de liquidar o sutil equilíbrio físico-químico e ecológico do planeta e devastar a biosfera, pondo assim em risco a continuidade do experimento da espécie Homo sapiens e demens. (Boff, 1999, p. 20).

Um tema interessante a ser trabalhado é a poluição do ar. O professor deve levar o aluno ao desenvolvimento de habilidades cognitivas, psicomotoras e afetivas, como, por exemplo, sugerir que os alunos identifiquem as fontes poluidoras de ar no ambiente em que vivem. Para motivar seus alunos à participação na atividade, o professor pode sugerir deles que ouçam e cantem a música Xote Ecológico de Luiz Gonzaga.

Xote Ecológico
Luiz Gonzaga
Não posso respirar, não posso mais nadar.
A terra tá morrendo, não dá mais
pra plantar.
Se planta não nasce se nasce não dá.
Até pinga da boa é difícil de encontrar.
Cadê a flor que estava ali?
Poluição comeu.
E o peixe que é do mar?
Poluição comeu.
E o verde onde que está?
Poluição comeu.
Nem o Chico Mendes sobreviveu.
A terra tá morrendo, não dá mais
pra plantar.
Se planta não nasce se nasce não dá.
Até pinga da boa é difícil de encontrar.
Cadê a flor que estava ali?
Poluição comeu.
E o peixe que é do mar?
Poluição comeu.
E o verde onde que está?
Poluição comeu.
Nem o Chico Mendes sobreviveu.


A partir desta canção, uma situação-problema pode ser apresentada aos alunos: o ar que nos rodeia exerce funções importantíssimas na manutenção da vida na terra. Os seres vivos utilizam os gases componentes do ar para diferentes finalidades, dentre elas, a respiração. No entanto, o homem tem lançado, na atmosfera, resíduos ou outros materiais provenientes do processo de fabricação ou usados em suas atividades, que alteram a qualidade do ar, tornando-o prejudicial ao próprio homem, a outros animais ou a qualquer ser vivo. A atividade aqui proposta vai tratar exatamente dessa temática, ou seja, da poluição do ar. É interessante iniciar investigando sobre o conhecimento espontâneo que a criança tem em relação ao tema em estudo, e daí realizar as aproximações necessárias destas com o conhecimento científico específico. Isto pode ser feito através de exercícios de pintura/desenho, exercícios escritos, leituras dinâmicas, dentre vários recursos metodológicos.
A própria discussão a partir da problemática que a música oferece é uma oportunidade de identificar as formas de pensar dos alunos. O professor pode agora lançar um desafio aos alunos, propondo que eles pesquisem e desenvolvam algum experimento para identificar fontes e poluentes do ar que eles ou outras pessoas respiram.
Outra atividade interessante, envolvendo música e integrando Ciências com Língua Portuguesa, que pode ser desenvolvida com os alunos da 4a e 5a série, está relacionada ao assunto tipos de fontes de energia. O objetivo é oferecer uma oportunidade para o aluno desenvolver a habilidade de expressão oral e escrita, trabalhando um conteúdo da área ambiental.
Alguns materiais que devem ser providenciados para o desenvolvimento da atividade: pequeno texto sobre tipos de fontes energéticas e seu uso (pode ser encontrado no livro didático); recortes coloridos de revistas e jornais com ilustrações de tipos de fontes de energia; cartolina; pincéis multicoloridos; letra da música Luz do sol; CD com a gravação da música a ser trabalhada; toca-CD; giz, apagador e lousa.
O método aqui proposto é o MOF (mostrar, ouvir e falar). A metodologia deve ser desenvolvida em duas etapas.
Na primeira etapa, o professor organiza a turma em equipes de três ou quatro alunos e solicita a leitura oral do texto em cada equipe. Depois, pede que os alunos respondam a seguinte pergunta (apresentada na lousa): O que são fontes energéticas renováveis e não renováveis?
Após distribuir os recortes coloridos sobre o assunto entre as equipes, solicita aos alunos que classifiquem o material recebido quanto à representação do tipo de fonte energética e seu uso. Cada equipe deve organizar cartazes com a elaboração de frases ou de pequenos textos explicativos relacionados ao material que será apresentado, de modo a destacar o tipo de fonte energética que representa o material e a importância de seu uso pelo homem. Para
terminar esta primeira etapa, o professor organiza a apresentação dos cartazes por equipe (momento da externalização do saber – mostrar, ouvir e falar) e monta um quadro na lousa para fazer anotações e discutir com os alunos os resultados obtidos.
Na segunda etapa, o professor deve distribuir a cópia da música (ver logo abaixo), solicitar uma leitura oral, que escutem a música(momento do ouvir) e depois cantem com o CD. Então, apresenta aos alunos as seguintes perguntas: Qual a fonte ou quais as fontes de energia que você consegue identificar na música? O que você destacaria na
letra da música que tem relação com o assunto da aula e por quê?
Finalmente, o professor deve conduzir a discussão dos resultados com seus alunos. Para isso as respostas devem ser organizadas na lousa.

Luz do Sol - Caetano Veloso

Que a folha traga e traduz
Em verde novo
Em folha, em graça, em vida,
em força, em luz.
Céu azul que vem até
Onde os pés tocam na terra
E a terra inspira e exala seus azuis
Reza, reza o rio.
Córrego pro rio, o rio pro mar
Reza correnteza, roça a beira
doura a areia
Marcha o homem sobre o chão
Leva no coração uma ferida acesa
Dono do sim e do não
Diante da visão da infinita beleza
Finda por ferir com a mão essa delicadeza
Coisa mais querida, a glória da vida
Luz do Sol que a folha traga e traduz.
Em verde novo, em folha, em graça, em vida
Em força, em luz.

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